Eletroestimulação na Fisioterapia Pélvica em Santana, São Paulo
Um recurso tecnológico complementar para auxiliar no reconhecimento e recrutamento da musculatura do assoalho pélvico.
Dra. Amanda Pinheiro · Fisioterapeuta Especialista em Saúde da Mulher · CREFITO-3 115657-FO que é e quando indico como complemento
A eletroestimulação é um recurso terapêutico que usa correntes de baixa intensidade para provocar uma contração muscular passiva ou atuar na neuromodulação de nervos. Na fisioterapia pélvica, ela é uma ferramenta de apoio — e quero deixar isso muito claro: não substitui o exercício ativo.
Eu a indico como complemento quando a paciente tem dificuldade de sentir ou contrair o assoalho pélvico sozinha (baixa propriocepção), nos casos de fraqueza importante, em algumas bexigas hiperativas e no controle de dor pélvica crônica. O aparelho “acorda” o músculo e dá o ponto de partida, mas o ganho real de força e função vem do trabalho ativo e voluntário que você aprende a fazer.
Tipos de eletroestimulação que uso
Eletroestimulação abdominal (Russa, FES) para diástase e core
Aplicada na parede abdominal com eletrodos de superfície, recruta o transverso do abdômen e ajuda a paciente a perceber a contração profunda no tratamento da diástase. É coadjuvante: facilita o aprendizado motor, mas o fechamento depende do exercício ativo e da reprogramação da parede.
Eletroestimulação intracavitária para assoalho pélvico
Usa sonda vaginal individual para contrair diretamente a musculatura perineal. Indicada em incontinência de esforço com fraqueza importante e quando a paciente não consegue isolar a contração. Sempre combinada com cinesioterapia e biofeedback.
TENS para dor pélvica crônica
A TENS é uma corrente analgésica que modula o sinal de dor. Uso em quadros de hipertonia pélvica, dispareunia e dor crônica para promover relaxamento e conforto, geralmente com eletrodos de superfície. Não fortalece — alivia.
Quando indico e quando não indico
Indico a eletroestimulação quando há indicação clínica real:
- Incontinência urinária de esforço com fraqueza muscular importante.
- Bexiga hiperativa (urgência), via neuromodulação.
- Baixa propriocepção do assoalho pélvico após o parto.
- Dor pélvica crônica, com TENS para alívio.
Não indico em situações como:
- Gestação (a intracavitária é contraindicada).
- Portadoras de marca-passo cardíaco.
- Quadros de hipertonia pélvica (fortalecer um músculo já tenso piora a dor).
- Como tratamento isolado, sem cinesioterapia — não funciona sozinha.
O que sentir na sessão
A sensação é de uma contração ritmada, como se o músculo apertasse e soltasse sozinho, no ritmo do aparelho. A intensidade é ajustada com você o tempo todo: o objetivo é sentir a contração, sem dor e sem queimação. Se incomodar, baixamos. O procedimento é confortável e respeita o seu limite.
Perguntas frequentes
Segurança, gravidez e marca-passo.
A eletroestimulação é segura?
Sim. É um recurso de baixa intensidade, aplicado por fisioterapeuta após avaliação. A corrente é ajustada ao seu conforto e o procedimento é indolor quando bem conduzido.
Gestantes podem fazer eletroestimulação?
A eletroestimulação intracavitária é contraindicada na gestação. Na gravidez, o tratamento foca em cinesioterapia, terapia manual e preparo perineal para o parto, sem uso dessas correntes.
Quem tem marca-passo pode fazer?
Não. Pessoas com marca-passo cardíaco não devem ser submetidas à eletroestimulação, pois a corrente pode interferir no funcionamento do dispositivo. Avaliação clínica define a conduta segura.
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